quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Diabetes Mellitus: Alterações no Trato Gastrointestinal e Importância da Terapia Nutricional

As desordens motoras do trato gastrintestinal são frequentes em pessoas com DM e estão relacionadas ao controle glicêmico. A gastroparesia é um dos distúrbios de motilidade mais comuns entre os diabéticos e afeta cerca de 58% dos indivíduos com Diabetes Mellitus (DM). Os sintomas se desenvolvem insidiosamente e se manifestam, geralmente, por saciedade precoce, perda ponderal, anorexia, plenitude gástrica, vômitos e náuseas pós-prandiais e distensão abdominal. A manifestação de esvaziamento gástrico retardado pode ser resultado da alteração da sensibilidade visceral aferente decorrente da neuropatia diabética. Episódios de hiperglicemia aguda podem provocar diminuição no esvaziamento gástrico tanto em indivíduos saudáveis como em diabéticos. A dieta direcionada ao paciente com DM tem por objetivo contribuir para a normalização da glicemia, atingir e manter o peso corpóreo adequado para o indivíduo, diminuir os fatores de risco cardiovascular, prevenir as complicações agudas e crônicas do DM e promover a saúde por meio da nutrição adequada. O manejo nutricional na gastroparesia diabética implica em modificações na consistência da dieta, oferecimento de pequenos volumes durante as refeições, exclusão de alimentos não tolerados e de difícil digestão, utilização de suplementos líquidos se os alimentos sólidos não forem tolerados, e nutrição enteral e parenteral se necessário.


Terapia Nutricional Hospitalar para Tratamento do Câncer

A desnutrição no câncer está relacionada com o agravo no estado de saúde geral do paciente. Além de aumentar os riscos para complicações pós-operatórias, diminui a tolerância ao tratamento antineoplásico, reduzindo a imunidade e, consequentemente, a resistência a infecções. Desse modo, prejudica  o prognóstico do paciente oncológico, aumentando as complicações e a morbi-mortalidade, enquanto piora sua qualidade de vida(Bachmann et al.,2003; . Ravasco et.al.,2007).
O diagnóstico precoce dos distúrbios nutricionais e o início da terapia nutricional o mais breve possível podem influenciar favoravelmente na evolução clínica do paciente.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Empresa catarinense lança o primeiro chocolate orgânico ao leite do Brasil

O mais novo lançamento da catarinense Nugali, o primeiro Chocolate Orgânico ao Leite do Brasil, torna-se referência de qualidade e saúde. 

Das fazendas do interior do Brasil, a Nugali descobriu a fórmula para fabricar o primeiro chocolate orgânico ao leite do Brasil. Do cacau plantado sem agrotóxicos, ao leite e açúcar totalmente naturais e sem adição de produtos químicos, a empresa catarinense de chocolates lança no mercado um chocolate que, além de saudável, prima pela qualidade e sabor. 

A receita é guardada a sete chaves, mas o diretor de produção da Nugali, Ivan Blumenschein, dá algumas dicas: "leva uma seleção especial de cacaus orgânicos e leite em pó integral, para que o chocolate fique cremoso, aromático e saboroso". A fórmula mágica do chocolate orgânico ao leite foi reconhecida pela Organização Internacional Agropecuária, a OIA, entidade que certifica os chocolates que atendem as especificações das normas internacionais de qualidade. Para receber o selo da OIA, a Nugali passou em todos os testes exigidos pela instituição, incluindo a pureza dos ingredientes orgânicos e as etapas do processo de fabricação em conformidade com todas as normas e orientações. 



sexta-feira, 31 de outubro de 2008

ITAL detecta compostos cancerígenos em óleo de soja

Pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (Ital/Apta/SAA), verificou a presença de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) - compostos orgânicos cancerígenos e que podem provocar mudanças no material genético das células - em óleos de soja encontrados no mercado. As análises apontaram a contaminação de todas as amostras coletadas, que pertenciam a diferentes marcas. O Ital é a única instituição no Brasil a realizar testes de detecção dos HPAs em alimentos. 

No caso do óleo de soja, os resultados obtidos pela pesquisa - que avaliou 42 amostras coletadas ao longo de um ano - eram esperados. "Os HPAs são formados, nesse caso, durante a secagem da soja, pois, no Brasil, ainda se utiliza a secagem pela queima da madeira. Eles se depositam no grão e passam para o óleo bruto. Durante o processamento, ocorre certa diminuição, mas não perde 100%", diz a coordenadora do trabalho, Mônica Rojo de Camargo. A conscientização e a mudança de postura devem partir da indústria, já que o consumidor não tem como se proteger. Uma das alternativas é substituir o processo de secagem. 

Os HPAs são gerados na queima incompleta de material orgânico. Essa importante classe de carcinogênicos (compostos cancerígenos) faz parte do dia-a-dia do homem, já que está presente na poluição ambiental e em muitos alimentos e bebidas, tais como hortaliças, carnes, café, chá, óleos e gorduras e grãos. Como conseqüência, sua presença em produtos alimentícios tem sido objeto de preocupação nos últimos anos. Eles oferecem risco à saúde caso sejam inalados, ingeridos ou se houver contato com a pele. 

Mais de cem compostos diferentes foram identificados. Treze deles foram, contudo, classificados como carcinogênicos e genotóxicos (podem provocar mudanças no material genético das células) pelo Comitê Conjunto FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)/OMS (Organização Mundial da Saúde) de Peritos em Aditivos Alimentares (Jecfa), em 2005. 

Nesse contexto, o Ital iniciou, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), um programa de monitoramento, estudos e pesquisas em HPAs, intitulado "Contaminação de Alimentos por Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos". 

A ATUAÇÃO DO ITAL - "Quando mandamos o projeto para a Fapesp, a confirmação dos 13 compostos carcinogênicos tinha acabado de sair, então, não havia quase nenhum dado no mundo a respeito disso. O Jecfa fez uma recomendação para que os países pesquisassem o assunto para avaliarmos o risco a que o homem está exposto", disse a coordenadora do projeto. Ainda não há, todavia, limite mínimo de ingestão determinado, já que os organismos respondem de maneiras diferentes. Além disso, como o câncer está associado a múltiplas causas, é difícil estabelecer a relação precisa entre a exposição aos HPAs e o aparecimento da doença. 



terça-feira, 28 de outubro de 2008

Por que alimentos orgânicos recebem este nome?

Recentemente recebemos o contato de uma usuária do Portal Orgânico, querendo saber por que alimentos orgânicos recebem este nome, pois teria que esclarecer esta dúvida em um trabalho escolar de sua filha. 

Diante de toda a complexidade e serviços propostos no Portal, vimos que não tínhamos esclarecido ainda, algo tão simples, ou melhor, a base filosófica e conceitual de todo nosso trabalho. 

Portanto, resolvemos disponibilizar esta resposta (que consta em nosso tópico: FAQ - Perguntas Mais Frequentes - Site de Agricultura Orgânica), para que todos os interessados tenham acesso e possam entender um pouco mais deste universo, colocando de forma bastante simples e didática, o que significa este termo: Alimentos Orgânicos: 

Ao contrário do que muita gente pensa, o termo agricultura orgânica não significa que, nos sitemas de produção agropecuária, haja a simples substituição de adubos minerais sintéticos e solúveis ("químicos") por similares orgânicos. 

O termo orgânico foi proposto na segunda metade do século XX na Inglaterra, porque na visão dos produtores orgânicos, a propriedade rural (sítio, chácara ou fazenda) deveria ser considerada como um Organismo Agrícola.




sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dra. Elaine de Azevedo - Declínio de Nutrientes em Plantas Convencionais

O declínio da densidade de nutrientes em muitos alimentos associados aos métodos convencionais de plantio, irrigação e uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes está comprovado em pesquisas realizadas nos EUA e na Inglaterra. 

Um grupo da University of Texas, Austin, examinou as mudanças entre 1950 e 1999 na composição dos alimentos monitorados pelo USDA. Eles encontraram declínio na concentração de seis nutrientes: proteína, cálcio, fósforo, ferro, riboflavina e vitamina C. 

Também em dois tipos de grãos largamente consumidos - soja e milho - estudos demonstram que a quantidade de proteína diminuiu. No caso da soja essa diminuição tem relação com as modificações genéticas de espécies tolerantes a herbicidas, como a Roundup Ready (RR). Essa mudança no teor protéico da soja RR foi documentada por pesquisadores em 2004 que compararam o conteúdo de proteína na safra de soja de 2000-2001 em diferentes países. 



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Cuidados nutricionais no Diabetes

O objetivo principal do tratamento dietoterápico do diabetes baseia-se no controle da hiperglicemia na tentativa de evitar as complicações da doença. Muitas vezes, no paciente obeso com diabetes tipo II (não insulino-dependente), o decréscimo de peso já faz baixar os níveis de glicose sanguínea. 

A terapia nutricional do diabético requer controle contínuo e manutenção do peso ideal. Além dos níveis glicêmicos, os lipídeos sangüíneos também devem estar próximos do normal. É muito importante que se evite a hipoglicemia ou a cetoacidose assim, devem-se oferecer calorias, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais nas quantidades adequadas. 

Os carboidratos nutriente que por muito tempo foi banido da dieta do diabético, deve ser oferecido principalmente na forma de polissacarídeos (amido) por apresentarem baixo índice glicêmico. Os mono e dissacarídeos devem ser introduzidos ao cardápio com cautela, lembrando-se que as frutas não devem ser ingeridas à vontade por conterem índices glicêmicos elevados (frutose e glicose). 

As fibras auxiliam no controle dos índices glicêmicos, principalmente as fibras solúveis (pectina e goma guar), contidas nas leguminosas, nas frutas e hortaliças e nos cereais integrais, principalmente aveia, cevada e arroz. 

As refeições devem ser distribuídas de forma a evitar uma sobrecarga de substrato energético. O uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina também merece atenção especial no intuito de se evitar a hipoglicemia. 

A educação nutricional é fator importante no prosseguimento do tratamento do diabetes para que este obtenha sucesso, bem como a prática de exercícios físicos.


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Gordura trans: a vilã do momento

Do mais inocente pãozinho até um delicioso hambúrguer todos podem estar à mercê de um perigoso vilão das refeições crocantes: a gordura trans. Temida por muitos e condenada por médicos, nutricionistas e cientistas, esta gordura apresenta na sua composição ácidos graxos trans esterificados com o glicerol.

Os ácidos graxos trans são formados, principalmente no processo de hidrogenação industrial, e é o resultado na mudança da posição dos hidrogênios das duplas ligações dos ácidos graxos insaturados cis. Esta mudança, posicionando os hidrogênios em lados opostos nas duplas ligações dos ácidos graxos trans, é a responsável pela diminuição da fluidez e no aumento no ponto de fusão, em comparação aos ácidos graxos cis correspondentes.

Mas o que essa gordura tem de tão prejudicial? A partir de diferentes estudos, epidemiológicos ou laboratoriais, é visível que a presença deste tipo de gordura na dieta é a responsável por alterações metabólicas. Avaliações epidemiológicas demonstram que a presença de elevados teores de ácidos graxos trans na dieta está relacionada com o aumento de problemas circulatórios. Nos Estados Unidos, os números preocupam. Estimativas apontam de que os ácidos graxos trans, provenientes de óleos industrialmente hidrogenados, podem ser os responsáveis por 30.000 a 100.000 mortes por ano, resultantes de problemas coronarianos.





Preciso de alimentação especial?

Os benefícios da ingestão de líquidos na hidratação corporal e manutenção da saúde na terceira idade

Estudos científicos nacionais e internacionais recomendam uma ingestão diária aproximada a 1,5 e 2 litros de líquidos para adultos em geral. Com o avanço da idade, esta indicação passa a assumir significativa importância considerando maior vulnerabilidade e probabilidade para o desenvolvimento e manifestações orgânicas de desidratação celular.

A desidratação entre as pessoas idosas relaciona-se com as seguintes causas básicas : a utilização de medicamentos que induzem ao aumento do volume urinário diário, como diuréticos e anti-hipertensivos e a redução na sensibilidade da sede, mediada pelo cérebro. Além dos já citados , o processo de envelhecimento acarreta maior ressecamento das mucosas , entre elas , a mucosa oral denominada xerostomia ou boca seca. A xerostomia explica-se pela menor produção e secreção de saliva, pelas glândulas orais , considerada fisiologicamente normal, contudo facilmente corrigida desde que a necessidade de líquidos seja devidamente preenchida.

Mediante este desequilíbrio e dependendo do tempo pelo qual ele se estenda, o corpo humano não s ó estará mais vulnerável à desidratação como também poderá ser acometido de alterações renais significativas . O baixo volume corporal de água exigirá esforço maior dos rins , respons áveis pela filtração do sangue e produção da urina, culminando com a retenção de substâncias tóxicas pelo organismo, como uréia, ácido úrico e outras .

É importante ressaltar que em casos de alterações cardiovasculares e renais diagnosticadas e conhecidas , é recomendável a procura de maiores orientações com médicos e nutricionistas , já que nestes casos o volume de líquidos a serem consumidos por dia pode sofrer algumas restrições pertinentes e válidas .
Por razões preventivas e de comodidade, aconselha-se que a ingestão da maior parte destes líquidos seja feita no período da manhã e da tarde, excluindo os exageros noturnos . Esta orientação visa prevenir poss íveis tombos e quedas durante a noite por aus ência de luminosidade suficiente no trajeto realizado entre o quarto e a ida ao banheiro, o que pode ocorrer mais de uma vez numa s ó madrugada.

Quando nos reportamos a adequação da ingestão de líquidos , estamos recomendando que este volume seja atendido não s ó pelo consumo de água. O consumo de refrescos e sucos de fruta e sopas também estão incluídos no volume diário destes líquidos . Para refrescos e sucos recomendamos a adição mínima de açúcar refinado ou similares , de acordo com o cliente é aconselhado o uso de adoçantes artificiais . No preparo das sopas devemos ter cuidados na adição do sal de cozinha. O uso exagerado deste é contra-indicado à saúde do coração. A variedade das frutas usadas nos sucos e no preparo dos refrescos fornecerá ao organismo diversos nutrientes importantes nesta fase da vida. Deve-se manter a mesma conduta para com as sopas , variando os legumes e verduras na sua preparação das mesmas , dando preferência às carnes brancas .

A hidratação adequada do organismo torna-se cada dia mais necess ária por representar várias funções importantes :

1. Facilita e melhora o funcionamento intestinal.
2. Auxilia na expectoração de res íduos pulmonares , principalmente nos epis ódios gripais .
3. Importante regulador na manutenção ideal da temperatura corporal
4. Além de promover a revitalização das células , mucosas e peles mantendo sua saúde e beleza naturais das mesmas .

Sejamos criativos e ousados deixando de lado a monotonia da alimentação e cardápio para os idosos , bem como para as demais faixas etárias , permitindo-nos a auto promoção de benefícios que venham a contar à favor na construção de hábitos alimentares mais saudáveis e menos preocupantes com relação a qualidade de vida nos tempos atuais .

Andréa Abdala Frank
Professora Assistente do
Departamento de Nutrição e Dietética
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Pesquisadora do tema
Nutrição no Processo de Envelhecimento





quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Como ter Qualidade de Vida Após os 60 Anos

1) Qual é a expectativa de vida dos brasileiros?
A média de expectativa de vida dos brasileiros subiu de 62,5 anos em 1980 para 71 em 2002, segundo dados de uma pesquisa divulgada em dezembro de 2003 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As brasileiras levam vantagem, chegando aos 74,9 anos, contra 67,3 anos dos brasileiros.

2) E estes idosos tem boa qualidade de vida?
Uma coisa é aumentar o número de anos a serem vividos e outra, completamente diferente, é dar qualidade a esses anos. Em outra pesquisa recente, realizada por pesquisadores da Unicamp, relata que, embora haja aumento da expectativa de vida, homens e mulheres vivem 50% desses anos com incapacidades importantes.

De acordo com o médico, entre as doenças incapacitantes estão a depressão (considerada pela Organização Mundial de Saúde como a principal causa de incapacidade em países desenvolvidos); o diabetes; as seqüelas de acidentes vasculares cerebrais (derrames); a insuficiência cardíaca; as doenças de Alzheimer e de Parkinson; as quedas e suas conseqüências, principalmente a fratura de colo do fêmur; as artroses, principalmente as dos joelhos; o enfisema e a bronquite crônica.

É possível conviver com uma ou mais doenças crônicas, desde que se mantenha um alto nível de acompanhamento e seriedade com o tratamento, a geriatria desempenha importante papel, na medida em que tenta detectar, primeiro a propensão para essas doenças e segundo, diagnosticá-las precocemente, para que o tratamento possa ser instituído prontamente.

3) Quais são as principais doenças do idoso?
A depressão é uma das principais doenças, pois esta fase da vida é geralmente acompanhada de perdas, de outras doenças e de dificuldades. Além disso, a depressão nesta idade costuma se apresentar muitas vezes de maneira atípica, sem a tradicional tristeza e, muitas vezes, a própria pessoa não se dá conta de que está deprimida. Queixas variadas como insônia, perda de memória e emagrecimento devem alertar para uma avaliação mais aprofundada.

Já o diabetes, a pressão alta, o colesterol, o tabagismo, a falta de exercícios e a obesidade estão muito ligadas entre si como responsáveis por doenças com grande prevalência atualmente como as de coração e derrames. A doença de Alzheimer assume também proporções assustadoras. A investigação correta das falhas de memória, de alterações de personalidade e até de quadros depressivos apresenta bons resultados.

4) E quanto às quedas que ocorrem com muita frequência nesta faixa etária?
As quedas representam um capítulo à parte dentro da geriatria. Podem sinalizar para doenças graves ainda não diagnosticadas e, portanto, devem ser avaliadas e prevenidas. Vários medicamentos estão relacionados com quedas, desde doenças que alteram o equilíbrio, como o Mal de Parkinson, a falta de exercícios, principalmente para as pernas, (o envelhecimento é acompanhado de diminuição da musculatura de 20% a 30%) e até infecções.

5)Que medidas devem ser tomadas para a prevenção destas doenças?
Medidas como a manutenção de um alto nível de atividade intelectual e também de atividade física apresentam benefícios para evitar certas doenças. Veja as recomendações:
- Mudança de hábitos de vida. Procurar profissionais da saúde para parar de fumar e emagrecer é tão importante e útil quanto seguir a dieta e tomar as medicações.
- Tratar doenças nos estágios bastante iniciais.

- Atividade física para reforçar a musculatura local na diminuição da dor.
- Evitar a auto-medicação, já que muitos medicamentos usados para alívio de dores possuem efeitos colaterais.
- As vacinas contra gripe e pneumonia previnem complicações de doenças respiratórias, entre idosos, que devem ser aliadas ao abandono do cigarro
- Familiares devem ajudar no tratamento, mudando estilos de vida e adquirindo hábitos saudáveis, já que os parentes são peças fundamentais no tratamento dos idosos.

- Seguir prescrições e recomendações médicas.
Familiares devem observar as sutis alterações e devem ter como regra o pronto encaminhamento ao hospital, mesmo que seja para tirar uma dúvida. Mais uma vez, o objetivo é que a doença nem chegue e se instalar ou se ocorrer, que seja tratada rapidamente e eficazmente.

Autor: Dr. Roberto Magalhães
Médico Geriatra do Hospital e Maternidade São Camilo - Ipiranga





Fonte: http://www.nutricaoempauta.com.br

Aspectos Fisiopatológicos e Nutricionais na Doença De Alzheimer

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa. Sabe-se que o fator genético pode ter influência na doença, mas junto a este existem outros fatores como a ordem de nascimento, idade da mãe ao nascimento, lesão cefálica, nível educacional e presença de síndrome de Down. Sua causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que a DA apresenta três estágios: inicial, intermediário e o final.

Deve-se ter cuidado, pois o paciente com DA apresenta dificuldade para identificar as sensações de fome, sede e saciedade. Por isso que a dietoterapia tem grande importância, pois auxilia na melhora ou recuperação do estado nutricional e na qualidade de vida dos pacientes.






Veja o artigo na íntegra no site: http://www.nutricaoempauta.com.br

Terapia nutricional Específica no Tratamento Oncológico – Como facilitar a alimentação destes pacientes?

É sabido que o câncer e o seu tratamento exercem uma influência negativa no estado nutricional dos pacientes. O Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar mostrou que os pacientes internados com câncer apresentam taxas de desnutrição quase três vezes maiores que os demais pacientes dentro do hospital. As conseqüências desta depleção nutricional incluem redução da resposta à quimioterapia, redução de performance status e função muscular, aumento do risco de complicações pós-operatórias, entre outras. Desta forma, justifica-se a adoção de uma orientação nutricional que enfatize soluções para as dificuldades tipicamente vivenciadas por este grupo. Cabe aos profissionais, em especial o nutricionista, se munirem dos vários recursos existentes na terapia nutricional, incluindo a orientação da alimentação via oral, a busca pela individualização, o uso de dicas para superação dos efeitos colaterais, assim como a opção por suplementos alimentares, que contribuirão na reversão da desnutrição e no sucesso do tratamento como um todo.






Veja o artigo na íntegra no site: http://www.nutricaoempauta.com.br

Importância do acompanhamento nutricional no tratamento quimioterápico em mulheres idosas com diagnóstico de câncer de mama

O Brasil está vivenciando um intenso processo de envelhecimento populacional, e uma das doenças crônico-degenerativas que apresenta sua maior incidência na faixa etária entre 40 e 69 anos de idade é o câncer de mama, sendo o primeiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. Este estudo possuiu como objetivo analisar a importância do acompanhamento nutricional em mulheres idosas, com diagnóstico de câncer de mama durante o tratamento quimioterápico. A amostra foi composta por 14 idosas, com idade igual ou superior a 60 anos, com diagnóstico de câncer de mama, que foram atendidas pelo Centro de Oncologia Clínica e no Instituto de Oncologia Erechim, ambos localizados em Erechim, Rio Grande do Sul. Os dados foram coletados através de entrevista estruturada e a análise dos mesmos foi realizada segundo BARDIN (2004). Como resultados foram identificados as categorias orientação, conhecimento, adesão e motivação. Conclui-se que as pacientes possuem pouco conhecimento sobre qual alimentação que deveria ser seguida durante o tratamento, em termos de quantidade e qualidade, e algumas que possuem não aderem a este; sendo importante o trabalho em equipe multidisciplinar durante o mesmo tendo em vista a manutenção e promoção da saúde.






Veja o artigo na íntegra no site: http://www.nutricaoempauta.com.br

Gordura

A gordura é um termo genérico para uma classe de lipídios.
As gorduras ou graxas, produzidas por processos orgânicos tanto por vegetais como por animais, consistem de um grande grupo de compostos geralmente solúveis em solventes orgânicos e insolúveis em água. Sua insolubilidade na água deve-se à sua estrutura molecular, caracterizada por longas cadeias carbônicas. Por ter menor densidade, esta flutua quando misturada em água. As gorduras têm sua cadeia "quebradas" no organismo pela ação de uma enzima chamada lipase, produzida pelo pâncreas.
Quimicamente as gorduras são sintetizadas pela união de três ácidos graxos a uma molécula de glicerol, formando um triéster. Elas são chamadas de triglicerídeos, triglicerídes ou mais corretamente de triacilgliceróis. As gorduras podem ser sólidas ou líquidas em temperatura ambiente, dependendo de sua estrutura e de sua composição. Usualmente o termo "gordura" se refere aos triglicerídeos em seu estado sólido, enquanto que o termo óleo, ao triglicerídeos no estado líquido.
As gorduras podem ser diferenciadas em gordura saturada e gordura insaturada, dependendo da sua estrutura química (veja abaixo). As gorduras saturadas são encontradas normalmente nos animais, no coco e no óleo de palma, enquanto as insaturadas nos demais vegetais.





Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gorduras

Lípidios

Lipídeos, lipídios ou lípidos são biomoléculas insolúveis em água, e solúveis em solventes orgânicos, como o álcool, benzina, éter e clorofórmio. A família de compostos designados por lípidos é muito vasta. Cada grama de lipídio armazena 9 calorias de energia cinética, enquanto cada grama de glicídio ou proteína armazena somente 4 calorias.





Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADpidos

Vitaminas

As vitaminas são substâncias orgânicas, presentes em pequena quantidade nos alimentos naturais, essenciais para o metabolismo normal e cuja carência na dieta pode causar doenças. Não podem ser sintetizadas pelo homem, pelo menos em quantidades apreciáveis. A deficiência de vitaminas é chamada de hipovitaminose ou avitaminose. O excesso também pode trazer problemas, no caso das vitaminas lipossolúveis, de mais difícil eliminação, e é chamado de hipervitaminose. Atualmente é reconhecido que os seres humanos necessitam de 13 vitaminas diferentes.
O nome vitamina foi criado pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra latina vita (vida) e no sufixo -amina (aminas vitais ou aminas da vida). Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome se manteve. As vitaminas podem ser classificadas em dois grupos de acordo com sua solubilidade. Quando solúveis em gorduras, são agrupadas como vitaminas lipossolúveis e sua absorção é feita junto à da gordura, podendo acumular-se no organismo alcançando níveis tóxicos. São as vitaminas A, D, E e K. Já as vitaminas solúveis em água são chamadas de hidrossolúveis e consistem nas vitaminas presentes no complexo B e a vitamina C. Essas não são acumuladas em altas doses no organismo, sendo eliminada pela urina. Por isso se necessita de uma ingestão quase diária para a reposição dessas vitaminas. Algumas vitaminas do Complexo B podem ser encontradas como co-fatores de enzimas, desempenhando a função de coenzimas.



Nutrientes

Nutriente é qualquer elemento ou composto químico necessário para o metabolismo de um organismo vivo.
Os nutrientes resultam da decomposição dos alimentos. Essa decomposição ocorre no sistema digestivo. Os nutrientes passam para a corrente sanguínea ao nível do intestino delgado.
Do ponto de vista da botânica e da ecologia, os nutrientes básicos são o oxigénio, a água e os minerais necessários para a vida das plantas que, através da fotossíntese os incorporam na matéria viva, constituindo assim a base da cadeia alimentar, uma vez que estes vegetais vão servir de alimentação aos animais.
Os seres vivos que não têm a capacidade fotossintética, como os animais, os fungos e muitos protistas, alimentam-se de plantas ou de outros animais, quer vivos, quer em decomposição. Para estes seres, os nutrientes são os compostos orgânicos desses alimentos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Nutrição parenteral

Nutrição parenteral (NP) é a alimentação dada através de uma veia.

A nutrição parenteral serve para complementar ou substituir completamente a alimentação oral (dada pela boca) ou enteral.

Uma pessoa que não pode, não consegue ou não deve alimentar-se utilizando seu aparelho digestivo necessita de uma outra maneira de alimentação que o mantenha com um estado nutricional adequado, pois o paciente desnutrido enfrenta muito mal as enfermidades e invariavelmente evolui para óbito quando não é revertida esta situação.

São exemplos desta necessidade:

  • recém-nascidos prematuros, cujo sistema digestivo não é capaz de processar (digerir) o leite de modo suficiente à sua necessidade
  • pacientes submetidos a cirurgias gastrintestinais de grande porte que complicam com fístulas (vazamentos).
  • pacientes com a sindrome do intestino curto.

A nutrição parenteral pode ser "Total" ou "Parcial", conforme a necessidade.




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o_parenteral

Nutrição enteral

A Nutrição Enteral ou NE é segundo o Ministério da Saúde do Brasil, designa todo e qualquer "alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializado ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas".




Nutrição

Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais.

Devido sua importância à sobrevivência de qualquer ser vivo, a nutrição faz parte do aprendizado durante grande parte do período de estudo básico e em nível secundário, assim como em muitos cursos de nível de graduação e pós-graduação, em áreas como medicina, enfermagem, biologia, agronomia e zootecnia dentre outras.

No domínio da saúde e medicina (e também veterinária), a nutrição é o estudo das relações entre os alimentos ingeridos e a doença ou o bem-estar do homem ou dos animais.

A nutrição pode ser feita por via oral, ou seja, pela maneira natural do processo de alimentação, ou por um modo especial. No modo especial temos a nutrição enteral e a nutrição parenteral. A primeira ocorre quando o alimento é colocado diretamente em uma área do tubo digestivo (geralmente o estômago ou o jejuno) através de sondas que podem entrar pela narina ou boca ou por um orifício feito por cirurgia diretamente no abdômen do paciente, juntamente com outro orifício gastro-intestinal usado no processo digestivo. A nutrição parenteral é a que é feita quando o paciente é alimentado com preparados para administração diretamente na veia, não passando pelo tubo digestivo.




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o