As desordens motoras do trato gastrintestinal são frequentes em pessoas com DM e estão relacionadas ao controle glicêmico. A gastroparesia é um dos distúrbios de motilidade mais comuns entre os diabéticos e afeta cerca de 58% dos indivíduos com Diabetes Mellitus (DM). Os sintomas se desenvolvem insidiosamente e se manifestam, geralmente, por saciedade precoce, perda ponderal, anorexia, plenitude gástrica, vômitos e náuseas pós-prandiais e distensão abdominal. A manifestação de esvaziamento gástrico retardado pode ser resultado da alteração da sensibilidade visceral aferente decorrente da neuropatia diabética. Episódios de hiperglicemia aguda podem provocar diminuição no esvaziamento gástrico tanto em indivíduos saudáveis como em diabéticos. A dieta direcionada ao paciente com DM tem por objetivo contribuir para a normalização da glicemia, atingir e manter o peso corpóreo adequado para o indivíduo, diminuir os fatores de risco cardiovascular, prevenir as complicações agudas e crônicas do DM e promover a saúde por meio da nutrição adequada. O manejo nutricional na gastroparesia diabética implica em modificações na consistência da dieta, oferecimento de pequenos volumes durante as refeições, exclusão de alimentos não tolerados e de difícil digestão, utilização de suplementos líquidos se os alimentos sólidos não forem tolerados, e nutrição enteral e parenteral se necessário.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Terapia Nutricional Hospitalar para Tratamento do Câncer
A desnutrição no câncer está relacionada com o agravo no estado de saúde geral do paciente. Além de aumentar os riscos para complicações pós-operatórias, diminui a tolerância ao tratamento antineoplásico, reduzindo a imunidade e, consequentemente, a resistência a infecções. Desse modo, prejudica o prognóstico do paciente oncológico, aumentando as complicações e a morbi-mortalidade, enquanto piora sua qualidade de vida(Bachmann et al.,2003; . Ravasco et.al.,2007).
O diagnóstico precoce dos distúrbios nutricionais e o início da terapia nutricional o mais breve possível podem influenciar favoravelmente na evolução clínica do paciente.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Empresa catarinense lança o primeiro chocolate orgânico ao leite do Brasil
O mais novo lançamento da catarinense Nugali, o primeiro Chocolate Orgânico ao Leite do Brasil, torna-se referência de qualidade e saúde.
Das fazendas do interior do Brasil, a Nugali descobriu a fórmula para fabricar o primeiro chocolate orgânico ao leite do Brasil. Do cacau plantado sem agrotóxicos, ao leite e açúcar totalmente naturais e sem adição de produtos químicos, a empresa catarinense de chocolates lança no mercado um chocolate que, além de saudável, prima pela qualidade e sabor.
A receita é guardada a sete chaves, mas o diretor de produção da Nugali, Ivan Blumenschein, dá algumas dicas: "leva uma seleção especial de cacaus orgânicos e leite em pó integral, para que o chocolate fique cremoso, aromático e saboroso". A fórmula mágica do chocolate orgânico ao leite foi reconhecida pela Organização Internacional Agropecuária, a OIA, entidade que certifica os chocolates que atendem as especificações das normas internacionais de qualidade. Para receber o selo da OIA, a Nugali passou em todos os testes exigidos pela instituição, incluindo a pureza dos ingredientes orgânicos e as etapas do processo de fabricação em conformidade com todas as normas e orientações.
Veja o artigo na íntegra: http://www.nutricaoportal.com.br/Paginas/Noticias/visDetalhes.aspx?ch_top=153
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ITAL detecta compostos cancerígenos em óleo de soja
Pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (Ital/Apta/SAA), verificou a presença de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) - compostos orgânicos cancerígenos e que podem provocar mudanças no material genético das células - em óleos de soja encontrados no mercado. As análises apontaram a contaminação de todas as amostras coletadas, que pertenciam a diferentes marcas. O Ital é a única instituição no Brasil a realizar testes de detecção dos HPAs em alimentos.
No caso do óleo de soja, os resultados obtidos pela pesquisa - que avaliou 42 amostras coletadas ao longo de um ano - eram esperados. "Os HPAs são formados, nesse caso, durante a secagem da soja, pois, no Brasil, ainda se utiliza a secagem pela queima da madeira. Eles se depositam no grão e passam para o óleo bruto. Durante o processamento, ocorre certa diminuição, mas não perde 100%", diz a coordenadora do trabalho, Mônica Rojo de Camargo. A conscientização e a mudança de postura devem partir da indústria, já que o consumidor não tem como se proteger. Uma das alternativas é substituir o processo de secagem.
Os HPAs são gerados na queima incompleta de material orgânico. Essa importante classe de carcinogênicos (compostos cancerígenos) faz parte do dia-a-dia do homem, já que está presente na poluição ambiental e em muitos alimentos e bebidas, tais como hortaliças, carnes, café, chá, óleos e gorduras e grãos. Como conseqüência, sua presença em produtos alimentícios tem sido objeto de preocupação nos últimos anos. Eles oferecem risco à saúde caso sejam inalados, ingeridos ou se houver contato com a pele.
Mais de cem compostos diferentes foram identificados. Treze deles foram, contudo, classificados como carcinogênicos e genotóxicos (podem provocar mudanças no material genético das células) pelo Comitê Conjunto FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)/OMS (Organização Mundial da Saúde) de Peritos em Aditivos Alimentares (Jecfa), em 2005.
Nesse contexto, o Ital iniciou, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), um programa de monitoramento, estudos e pesquisas em HPAs, intitulado "Contaminação de Alimentos por Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos".
A ATUAÇÃO DO ITAL - "Quando mandamos o projeto para a Fapesp, a confirmação dos 13 compostos carcinogênicos tinha acabado de sair, então, não havia quase nenhum dado no mundo a respeito disso. O Jecfa fez uma recomendação para que os países pesquisassem o assunto para avaliarmos o risco a que o homem está exposto", disse a coordenadora do projeto. Ainda não há, todavia, limite mínimo de ingestão determinado, já que os organismos respondem de maneiras diferentes. Além disso, como o câncer está associado a múltiplas causas, é difícil estabelecer a relação precisa entre a exposição aos HPAs e o aparecimento da doença.
Veja o artigo na íntegra no site: http://www.nutricaoportal.com.br/Paginas/Noticias/visDetalhes.aspx?ch_top=150
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Por que alimentos orgânicos recebem este nome?
Recentemente recebemos o contato de uma usuária do Portal Orgânico, querendo saber por que alimentos orgânicos recebem este nome, pois teria que esclarecer esta dúvida em um trabalho escolar de sua filha.
Diante de toda a complexidade e serviços propostos no Portal, vimos que não tínhamos esclarecido ainda, algo tão simples, ou melhor, a base filosófica e conceitual de todo nosso trabalho.
Portanto, resolvemos disponibilizar esta resposta (que consta em nosso tópico: FAQ - Perguntas Mais Frequentes - Site de Agricultura Orgânica), para que todos os interessados tenham acesso e possam entender um pouco mais deste universo, colocando de forma bastante simples e didática, o que significa este termo: Alimentos Orgânicos:
Ao contrário do que muita gente pensa, o termo agricultura orgânica não significa que, nos sitemas de produção agropecuária, haja a simples substituição de adubos minerais sintéticos e solúveis ("químicos") por similares orgânicos.
O termo orgânico foi proposto na segunda metade do século XX na Inglaterra, porque na visão dos produtores orgânicos, a propriedade rural (sítio, chácara ou fazenda) deveria ser considerada como um Organismo Agrícola.
Veja o artigo na íntegra no site: http://www.nutricaoportal.com.br/Paginas/Artigos/visDetalhes.aspx?ch_top=110
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Dra. Elaine de Azevedo - Declínio de Nutrientes em Plantas Convencionais
O declínio da densidade de nutrientes em muitos alimentos associados aos métodos convencionais de plantio, irrigação e uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes está comprovado em pesquisas realizadas nos EUA e na Inglaterra.
Um grupo da University of Texas, Austin, examinou as mudanças entre 1950 e 1999 na composição dos alimentos monitorados pelo USDA. Eles encontraram declínio na concentração de seis nutrientes: proteína, cálcio, fósforo, ferro, riboflavina e vitamina C.
Também em dois tipos de grãos largamente consumidos - soja e milho - estudos demonstram que a quantidade de proteína diminuiu. No caso da soja essa diminuição tem relação com as modificações genéticas de espécies tolerantes a herbicidas, como a Roundup Ready (RR). Essa mudança no teor protéico da soja RR foi documentada por pesquisadores em 2004 que compararam o conteúdo de proteína na safra de soja de 2000-2001 em diferentes países.
Veja na íntegra o artigo no site: http://www.nutricaoportal.com.br/Paginas/Artigos/visDetalhes.aspx?ch_top=133
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Cuidados nutricionais no Diabetes
O objetivo principal do tratamento dietoterápico do diabetes baseia-se no controle da hiperglicemia na tentativa de evitar as complicações da doença. Muitas vezes, no paciente obeso com diabetes tipo II (não insulino-dependente), o decréscimo de peso já faz baixar os níveis de glicose sanguínea.
A terapia nutricional do diabético requer controle contínuo e manutenção do peso ideal. Além dos níveis glicêmicos, os lipídeos sangüíneos também devem estar próximos do normal. É muito importante que se evite a hipoglicemia ou a cetoacidose assim, devem-se oferecer calorias, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais nas quantidades adequadas.
Os carboidratos nutriente que por muito tempo foi banido da dieta do diabético, deve ser oferecido principalmente na forma de polissacarídeos (amido) por apresentarem baixo índice glicêmico. Os mono e dissacarídeos devem ser introduzidos ao cardápio com cautela, lembrando-se que as frutas não devem ser ingeridas à vontade por conterem índices glicêmicos elevados (frutose e glicose).
As fibras auxiliam no controle dos índices glicêmicos, principalmente as fibras solúveis (pectina e goma guar), contidas nas leguminosas, nas frutas e hortaliças e nos cereais integrais, principalmente aveia, cevada e arroz.
As refeições devem ser distribuídas de forma a evitar uma sobrecarga de substrato energético. O uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina também merece atenção especial no intuito de se evitar a hipoglicemia.
A educação nutricional é fator importante no prosseguimento do tratamento do diabetes para que este obtenha sucesso, bem como a prática de exercícios físicos.
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